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Real Combo Lisbonense 
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"REAL COMBO LISBONENSE"

Com um repertório essencialmente constituído por clássicos de sempre e pérolas perdidas da música portuguesa, o Real Combo Lisbonense é uma formação que recupera, sob uma perspectiva actual, o espírito e a vocação dos conjuntos de baile dos anos 50 e 60. Num mundo em transformação a um ritmo cada vez mais acelerado, corremos o risco de deixar, irrecuperavelmente, para trás muitas marcas, objectos e tradições da maior importância para a preservação da nossa identidade.

Na música, uma das tradições que lamentavelmente se perdeu foi a das orquestras e conjuntos que, em meados do século XX, animavam os casinos, hotéis, bares e restaurantes das principais metrópoles ocidentais. Lisboa não era excepção – apresentava, nas décadas que se seguiram à Segunda Guerra Mundial, uma cena viva de espaços dedicados ao convívio e à dança. Eram tempos de constrangimentos vários e esse tipo de locais servia como escape e alienação das emoções individuais e colectivas. Em simultâneo, o desenvolvimento da actividade turística garantia um fluxo de clientes cosmopolitas que afluía a Portugal em busca de sol, divertimento e de um certo exotismo quasi-tropical.


Foi nesse ambiente que se deu o início da música Pop em Portugal, resultado de uma série fértil de confluências várias. Partindo de uma matriz que assentava essencialmente nas tradições da canção ligeira e romântica, no fado e no folclore, elementos de outros estilos foram progressivamente incorporados de forma natural, consoante as modas e os contactos com o mundo exterior. A melhoria substancial das vias de comunicação e a criação da Linha Imperial da TAP levaram ao contacto inevitável com o que de mais moderno se fazia além-fronteiras. Foi assim que chegaram até nós influências que foram rapidamente assimiladas pelos jovens músicos portugueses: sons e ritmos oriundos da América do Sul – em especial do Brasil, mas também de Cuba, México e Argentina. De África, por via das antigas colónias – sobretudo de Cabo Verde -, outras sonoridades. Da Europa, um novo estilo de canção popular – italiana, espanhola e francesa. Tudo isto para além do jazz americano e ainda dos estilos internacionais emergentes na época – o twist, o yé-yé e o rock’n’roll.


Esse momento particularmente rico da música em Portugal foi, em grande medida, sufocado pelo regime político da altura. Directamente, através dos vários mecanismos de censura e, de um modo mais indirecto, pelo impacto que a guerra colonial teve nos mais variados sectores do país – a chamada obrigatória de todos os jovens para ingressar no exército, num esforço de guerra excepcional, fez com que muitas das formações musicais vissem impossibilitada a sua actividade regular. O período que se seguiu, antes e depois da revolução de Abril de 74, não foi, também, propício ao desenvolvimento da expressão musical Pop e, em particular, da música de dança. A urgência, as motivações e a matriz estética desse tempo eram outras.


Hoje, volvido meio século, é precisamente esse espírito que se pretende recuperar com a formação do Real Combo Lisbonense. Não se trata de um retorno a valores ou estéticas passadistas, nem de um qualquer exercício gratuitamente revivalista, mas antes da recuperação de algo vital, de manifesto interesse, que se perdeu nessa corrida desenfreada do progresso que tudo atropela e tudo faz esquecer!

Apesar do seu código genético revelar marcas vincadas de raiz popular, a sua morfologia incorpora múltiplas componentes de modernidade, instrumentais e cénicas, que estabelecem a ponte entre o passado e o presente. A sua música aspira, dessa forma, a ser congregadora, transgeracional, transsocial e transcultural.

Novos e menos novos, ricos, pobres e remediados – a todos, com um piscar de olho, o Real Combo Lisbonense convida para a dança!


Real Combo Lisbonense

 

Ficha técnica  
Músicos:
 Ana Brandão \ João Pinheiro \ Bernardo Barata \ Márcia Santos \ Ian Mucznik \ Mário Feliciano \ João Leitão \ Rui Alves \ João Paulo Feliciano\Sérgio Costa
Música e Letra:
 A Borracha do Rocha (Mário Simões)
canta Mário Feliciano
 Oh! (Byron Gay e Arnold Johnson/Byron Gay) versão portuguesa Haroldo Barbosa
canta Ana Brandão
 Sensatez (Carlos Canelhas/António José)
canta Márcia Santos
 Pepe Fado (Eugénio Pepe/Francisco Nicholson)
canta Ian Mucznik
 O fado é Bom Para Xuxú! (Frederico Valério/Amadeu do Vale)
canta Márcia Santos
 Dois Estranhos (Artur Ribeiro e Casal Ribeiro)
canta Ana Brandão
Masterização:
 Tó Pinheiro da Silva
Gravação:
 Eduardo Vinhas e Pedro Magalhães (Estúdio Móvel Golden Pony)
nos Estúdios Pataca
Produção:
 João Paulo Feliciano
(Discos Pataca)
Artwork:
 Discos Pataca
Booking:
 booking@pataca.pt
 
 
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  •  01/01/2010 por miguelalex
    Só tenho uma palavra: excelente!
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  •  16/11/2009 por giraça
    Muito bom.Surpreendeu-me imenso.parabéns
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  •  16/11/2009 por giraça
    Muito bom.Surpreendeu-me imenso.parabéns
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  •  07/10/2009 por xikitu
    são estes trabalhos que ainda nos fazem ter orgulho no nosso país...
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  •  13/08/2009 por TiagoMorga
    fantastico =))
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  •  13/08/2009 por t_verde
    Opah... Isto é fantástico!!! Será que a optimus pode colocar aqui informações de concertos?
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  •  31/07/2009 por Madd
    Finalmente boa e mais música portuguesa,obrigado optimus:D
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  •  28/07/2009 por aasra
    Até que enfim! Uma grande lufada de ar no panorama da música portuguesa. Espero que continuem !
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  •  20/07/2009 por hydro2
    que maravilha! 8)
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  •  14/07/2009 por Panacea
    Estupendo! Projectos destes é que faltam em Portugal para fazer com que seja reforçada a nossa, tao propria, identidade musical ;)
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  •  09/07/2009 por bairrista
    Sem complexos nem manias, é com discos destes que a música portuguesa poderá vir a recuperar a sua identidade perdida! E ainda por cima é divertido! :-)
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  •  06/07/2009 por Carinhas
    Gostei muito, que lufada de ar fresco! A música portuguesa merece ser tratada assim. Parabéns. Continuem, muito sucesso!
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  •  05/07/2009 por Robick
    Gostei desta vossa proposta. É refrescante. Parabéns
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  •  04/07/2009 por kraptonite
    adorei a vossa sensatez! Soberbo. A optimus está de parabéns... melhor invenção depois do TAG :p
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  •  29/06/2009 por Sofiiis
    ao ouvir, no principio, fez-me lembrar a banda Orxestra Pitagórica. que comédia! :)
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