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The Pragmatic
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Disco |
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"CIRCLES"
O amor aos sintetizadores analógicos, a arma de eleição dos The Pragmatic, é a base desta banda com sede na cidade norte-americana de Saint Louis, mas em cujas veias corre sangue português.
André Anjos nasceu deste lado do Atlântico, oceano que cruzou em 2005 para estudar Gestão de Música. Na universidade, licenciou-se no curso pretendido e conheceu as pessoas com quem viria a partilhar a vida – musical e também pessoal, pois Liz Anjos, que nos The Pragmatic toma conta de sintetizadores e coros, é desde o Verão passado mulher de André. Casaram em Portugal.
No último par de anos, André Anjos ganhou o estatuto de «estrela em ascensão» em sites de grande influência como o Hype Machine, graças à banda que criou com o amigo Karl Kling mas sobretudo ao colectivo RAC (Remix Artist Collective), que mantém com dois «desconhecidos» (comunicam apenas pela Internet) e a quem já coube remisturar temas de Justice, Bloc Party ou Tokyo Police Club. Mas a primeira banda a ir «à faca» foram mesmo os Shins, grupo da primeira linha do indie americano que André se lembrou de remisturar na faixa «Sleeping Lessons» – o que nos leva de volta à encarnação (mais) rock de André Anjos e comparsas, os The Pragmatic.
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No EP Circles, os sintetizadores são verdadeiros heróis multi-usos: não soam só estridentes como em boa parte da nu-rave, nem só melosos como na indietrónica mais sonhadora. Arremessam para a pista de dança melodias verdadeiramente pegadiças e servem de centro nevrálgico do ritmo (também há batidas descompassadas) – numa palavra, têm garra. Surpreendentemente mais tímida é a voz de Karl Kling, por vezes a instruir a nossa memória no sentido das mais diluídas prestações de Beck, Tom Barman dos dEUS ou outras figuras de culto dos anos 90. Tímida será, mas não é passiva a prestação de Karl Kling, ora interventivo ora inesperado, mas nunca meramente decorativo. «Circles» é, até agora, o maior êxito dos The Pragmatic, mas na dupla que cresceu até chegar a quarteto há mais pitéus, além do apelo agridoce e atmosférico daquele tema. O carnaval de «You Blame Me», as batidas da «Deathmatch», a dar encontrões no kuduro, ou a introspecção à New Order em «Rendezvous» valem pontos, muitos pontos, aos The Pragmatic. Fãs de filmes de ficção científica de décadas idas e certamente de música para desenhos animados, estes rapazes têm tudo o que é preciso para agitarem as águas de um mar propício à navegação de gente como Cut Copy, Crystal Castles ou Klaxons. Já houve quem lhes chamasse uma versão mais sofisticada das brasileiras Cansei de Ser Sexy, e quem se satisfizesse com o rótulo de «twee electro pop» para a banda que este ano viajou de Saint Louis, na confluência dos rios Mississipi e Missouri, até ao Texas, para actuar no Festival South By Southwest. Foram numa pequena carrinha emprestada por familiares e descreveram o ambiente do concerto como «caótico». Para uma banda que, tal como declaram no «manifesto de intenções», anseia encontrar aquele cantinho idílico entre o absurdo e a felicidade, os Pragmatics só podem estar no caminho certo. |
Ficha técnica |
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Letras
Karl Kling
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Gravação e mistura
André Allen Anjos e Karl Kling no The Battlestation Studios
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Links
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